Cinco anos de garantia para novos relógios Rolex

15/07/2015 Comentar

A Rolex anunciou que irá oferecer um período de cinco anos de garantia a todos os relógios vendidos por retalhistas autorizados a partir do dia 1 de julho de 2015. Por outro lado, a quem adquiriu um Rolex entre o período de 1 de julho de 2013 e 30 de junho de 2015, a marca oferece um ano extra de garantia, para um total de três anos.

ET48_Rolex_Parachrom_hairspringBalanço e espiral Parachrom © Rolex/Christophe Lauffenburger

O anúncio chegou por via dos próprios retalhistas e, apesar da discrição com que foi anunciada, trata-se de uma espécie de bomba no domínio da relojoaria.

Como todos sabemos, os relógios mecânicos necessitam, de tempos a tempos, que se faça a manutenção dos seus movimentos e existem períodos recomendados para tal. No entanto, antes da questão da manutenção, há questão de reparação. E é aqui que se inclui o período de garantia que, de um modo geral, costuma rondar os dois anos, com algumas exceções de ofertas exclusivas lançadas em campanhas promocionais específicas. O que não é o caso da Rolex. A marca anunciou o alargamento da garantia para cinco anos, numa alteração que abrange todos os relógios Rolex adquiridos em agentes oficiais das marcas desde o dia 1 de julho de 2015. Já os relógios adquiridos no período entre 1 de julho de 2013 e 30 de junho de 2015 vêem o período de garantia de dois anos ser alargado para três.

Este anúncio surge assim como um importante passo que só faz da Rolex um gigante ainda maior do que já é.

Basta pensar no que tal implica ao nível do compromisso para com os clientes e ao nível da própria confiança na qualidade do seu próprio produto. Afinal, estão em causa todos os relógios Rolex – tanto da família Oyster, como da família Cellini.

ET48_Rolex_Deep_Sea_D-blue_dialRolex Deep Sea ‘D-blue’ dial © Rolex

A título de comparação, a Omega, por exemplo, disponibiliza quatro anos de garantia apenas para os seus relógios com escape co-axial; já a  Breitling garante cinco anos apenas para os seus modelos equipados com movimento de manufatura. E até uma marca como a Versace oferece mais dois anos de garantia, num total de quatro, a todos os relógios Versace que forem registados no siteVersace Precious Items.

Com a aposta nos cinco anos de garantia da Rolex, estamos a assistir a uma mudança de paradigma: por um lado, passa-se dos tradicionais dois anos para cinco anos; por outro lado, não se aplica apenas a alguns modelos, mas à totalidade da produção. Significa isto que o cliente poderá acreditar mais do que nunca no seu Rolex enquanto relógio de absoluta fiabilidade e durabilidade.

Para Paulo Torres, da Torres Joalheiros, «com o alargamento do período de garantia para cinco anos, a Rolex mostra que continua na senda da inovação e da demarcação das restantes marcas relojoeiras. Uma aposta que é um claro sinal de grande saúde e de vitalidade, mas também de manifesta confiança nos seus próprios produtos. Enquanto parceiro de longa data da Rolex, a Torres Joalheiros considera que se trata de um grande passo no reforço da já mais do que reconhecida credibilidade da marca genebrina e uma garantia sem igual da fiabilidade inerente aos relógios Rolex.»

ET48_Rolex_workshop_BienneNovas instalações rolex em Bienne. © Rolex

Mas as novidades não ficam por aqui.

Aos cinco anos de garantia une-se ainda o facto de a Rolex passar a recomendar um período de dez anos de serviço pós-venda para os seus relógios, contra os três anos anteriormente recomendados. O que significa que se não houver nenhum problema com o Rolex que adquiriu hoje, segundo a marca, só daqui a dez anos é que necessitará de o levar à manutenção.

Lembramos que em 2014, numa entrevista exclusiva ao jornal Le Temps, Bertrand Gros, presidente do conselho de administração da Rolex defendeu que «cada marca tem a sua própria identidade. E quem diz identidade, diz diferenciação. Enquanto algumas se focam na quantidade, por exemplo, outras, como a Rolex, têm como prioridade a qualidade e a excelência. A tendência é para a Rolex se concentrar em si própria, questionar-se continuamente, fixar novos objetivos e atingi-los. A concorrência é indispensável e saudável, revigora a indústria e permite consolidar a sua notoriedade no plano internacional». Parece que o simples alargamento da garantia para cinco anos é bem revelador de tal ponto de vista.

Em traços gerais, é surpreendente ver como esta simples informação tem uma importância inversamente proporcional à discrição com que foi anunciada. Segundo, David Bredan do ABlogToWatch «isto não só indica o modo como a Rolex tem desenvolvido os seus produtos de forma a melhorar a sua fiabilidade e performance de longo termo, mas também como a confiança da própria marca na durabilidade dos seus relógios resultou em algo que é altamente benéfico para o consumidor final.»

E acrescenta «a maioria das relojoeiras de luxo tendem a estabelecer um período de dois anos de garantia e a recomendarem um período de manutenção de três anos – algo que poderemos ver mudar em breve num esforço de se manterem a par da Rolex e dos seus repentinos desenvolvimentos.»

Veremos então o que o futuro nos reserva.

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