Manufatura A.Lange & Söhne: uma nova extensão

28/08/2015 Comentar
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Em Glashütte – No ano em que comemora os 200 anos sobre o nascimento do seu fundador Ferdinand Alexander Lange e com pouco mais de duas décadas após a divulgação da primeira coleção de relógios de pulso da nova era, a A. Lange & Söhne inaugurou um edifício que abre novas perspectivas para a manufactura germânica. A inauguração contou também com a presença da chancelerina Angela Merkel e com o patrão do grupo Richemont, Johann Ruppert.

Compreende-se a percepção romântica que muitos têm da alta-relojoaria – a de relojoeiros debruçados nas suas mesas de trabalho a fazerem à mão todas as peças componentes de um relógio e depois a procederem à respetiva montagem. Não é bem assim: as exigências atuais de fabrico e qualidade ultrapassam a capacidade humana e há peças que necessitam mesmo de um fabrico industrial de elevadíssima precisão – para depois o olho e a arte do mestre relojoeiro darem o obrigatório contributo humano para o produto final, desde a montagem das partes mais delicadas até à decoração dos movimentos e afinação do mecanismo.

O termo de origem latina ‘manufatura’, que remete para a mão e para o que é feito à mão, tem um significado mais lato no universo relojoeiro: significa também que uma determinada marca é capaz de juntar no seu local do funcionamento todas as etapas de conceção de um relógio – da parte inicial de pesquisa e desenvolvimento de produto até à montagem final, passando pelo obrigatório fabrico da esmagadora maioria das peças. A A. Lange & Söhne tem essa chancela de manufatura e, desde que ressuscitou enquanto marca de alta-relojoaria na sequência da queda do Muro de Berlim, tem crescido paulatinamente ao longo das últimas duas décadas e meia, começando pelos seus edifícios históricos (um deles bombardeado no último dia da Segunda Guerra Mundial, depois abandonados durante a vigência comunista na Alemanha Democrática) e juntando vários outros que acompanharam o (re)crescimento da marca até ao enorme salto qualitativo agora proporcionado pelo edifício inaugurado nesta semana.

O salto qualitativo é referente às instalações e não tem diretamente a ver com os relógios – a qualidade de cada exemplar Lange & Söhne é intrinsecamente superlativa e convém nunca esquecer que a manufatura saxónia já foi várias vezes considerada a melhor marca de luxo alemã, à frente de potentados como a Porsche, a Mercedes ou a Audi. Esse salto qualitativo tem sobretudo a ver com otimização de processos, de condições de trabalho, de dar margem ao futuro; a importância da inauguração do novo edifício foi tal que até esteve presente Angela Merkel.

Foi nesta passada quarta-feira 26 de agosto que Angela Merkel cortou simbolicamente a fita na cerimónia de inauguração do novo edifício da A. Lange & Söhne – juntamente com o Primeiro-Ministro do Estado da Saxónia, Stanislaw Tillich, com Wilhelm Schmid, CEO da marca nos últimos cinco anos, e com Walter Lange, descendente do fundador.

Leia a reportagem completa no site da Espiral do Tempo, marca dedicada ao mundo da alta-relojoaria