Geophysic® Universal Time: abertura a um novo mundo

28/10/2015 Comentar
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Quando a Jaeger-LeCoultre relançou o Geophysic numa edição limitada em 2014, ninguém adivinhou na altura que fosse o prenúncio de uma linha completamente nova da marca. Mas acabou por ser, surpreendentemente. E, para já, o Geophysic® Universal Time é o mais destacado modelo de uma gama caraterizada pelos ‘segundos verdadeiros’…

Há dois anos, o Geophysic® foi reeditado pela Jaeger-LeCoultre em moldes muito próximos do original de 1958 naquilo que parecia ser mais um exercício de estilo saudosista – à semelhança do que a Manufatura de Le Sentier e várias outras casas relojoeiras com tradição têm feito com grande sucesso: recuperar ícones do passado para satisfazer a voracidade histórica de um presente seduzido pela tendência neo-vintage.

Mas, afinal, o Geophysic 1958 assumiu um papel suplementar – o de excelente aperitivo para uma coleção que adotou esse nome tão emblemático no percurso secular da Jaeger-LeCoultre. Revelada por ocasião da exposição Watches & Wonders em Hong Kong (uma espécie de Salão Internacional da Alta-Relojoaria adaptada à realidade asiática) e com os primeiros modelos já entregues nas boutiques da Grande Maison em todo o mundo, a nova linha Geophysic® assume caraterísticas estéticas e sobretudo técnicas bem distintas.

A reedição Geophysic 1958 apresentava uma discreta aparência clássica e retro, com características militares e científicas que faziam dele um digno sucessor do original instrumento com uma caixa interior em aço anti-magnético, movimento de grande precisão, resistência aos choques e impermeabilidade até 100 metros de profundidade. A nova linha Geophysic apresenta alguns traços reminiscentes, mas uma identidade bem para além disso. A começar pelo seu coração mecânico, o movimento de base Calibre 770 no modelo True Seconds tornado Calibre 772 no Universal Time.

Trata-se de um movimento completamente novo que se insere na linhagem de excelentes calibres idealizados pela Jaeger-LeCoultre – e que assegura precisão, fiabilidade, eficiência e carga automática em dimensões razoavelmente planas. Para além disso, duas caraterísticas fundamentais: aquilo que a marca apelida de True Seconds (segundos verdadeiros, normalmente designados ‘segundos mortos’ porque o ponteiro está ‘morto’ entre o salto de um segundo para o segundo seguinte, em vez do movimento contínuo tradicional produzido pelos movimentos mecânicos) e o formato original da roda do balanço.

Ao longo da última década, várias marcas têm introduzido modelos com ‘segundos mortos’ em homenagem aos antigos relógios de parede nos quais os segundos avançavam aos saltos, na sequência do movimento do pêndulo. Esses segundos saltantes eram sinal de precisão, tornando-se depois caraterística identificativa dos movimentos de quartzo. Mas aí trata-se de uma consequência normal de um circuito electrónico barato. Nas versões mecânicas, a apresentação de segundos mortos ou saltantes implica uma superior sofisticação técnica que nos novos Geophysic implica um trem de rodagem adicional só para os segundos; há uma mola que é solta a cada segundo para fazer avançar o ponteiro em saltos de uma unidade.

O novo calibre da Jaeger-LeCoultre inclui um novo balanço, designado Gyrolab, em forma de duas âncoras, e que é o resultado de experiências feitas anteriormente no conceptual Master Compressor Extrema Lab 1 de escape sem lubrificação (com uma balanço em forma de dois arcos, em vez da tradicional roda completa) e mais oito anos de desenvolvimento. Resiltado: o Gyrolab encontra menor fricção de ar para oscilar mais livremente com menor consumo de energia, a inércia está concentrada nos pesos das extremidades e o habitual óleo (cuja degradação ao longo do tempo afecta a precisão) é dispensado. A cereja no topo do bolo: a forma do balanço evoca dois logótipos da Jaeger-LeCoultre em oposição.

Quanto à estética, o modelo True Seconds tem uma aparência declaradamente clássica e intemporal, com um mostrador ‘limpo’ numa caixa de 39,6mm de diâmetro. O modelo Universal Time, graças ao disco dos fusos horários e mapa mundial no mostrador, apresenta um impacto visual bem superior numa caixa ligeiramente mais alargada com cerca de 41,5mm de diâmetro. O planisfério, com os seus contrastes entre os oceanos e os continentes feito de um modo degradé que dá a ideia de perspectiva (para um efeito curvo quando na verdade o mostrador é plano), é espetacular mas imóvel; a rotação é feita apenas no disco dos fusos horários representados por 24 cidades de referencia, com ajuste através da coroa.

Para já, o Geophysic® Universal Time é o modelo vedeta da nova coleção – por oposição ao mais ‘simples’ True Seconds. Mas adivinham-se muitas mais novidades Geophysic no futuro. Afinal de contas, a nova ‘família’ da Jaeger-LeCoultre apenas acabou de começar…

Descubra mais imagens do novo Geophysic® da Jaeger-LeCoultre no site da Espiral do Tempo