Tudor North Flag: um relógio polarizante

09/12/2015 Comentar
DN_TudorNorthFlag

Há inúmeros episódios da história recente da civilização em que um determinado relógio acaba por assumir protagonismo. Foi o que aconteceu com a expedição britânica ao norte da Groenlândia entre 1952 e 1954 — com o Tudor Oyster Prince a desempenhar um papel especial no pulso do major Des ‘Roy’ Homard perante condições extremas de frio e humidade. O relógio esteve extraviado durante décadas e só foi descoberto há meses, no fundo de uma gaveta, e em perfeito estado de conservação.

O século XX foi o século das grandes descobertas, até porque o progresso tecnológico também proporcionou os meios necessários para que o Homem lograsse chegar mais fundo e mais alto do que alguma vez tinha chegado — e mais longe também. Os polos da Terra sempre exerceram uma particular atração sobre cientistas e exploradores, com algumas das expedições ao Ártico e à Antártida a cotarem-se entre as mais impressionantes aventuras humanas da história moderna.

Foi também no decurso do século XX que o relógio mecânico passou definitivamente do bolso para o pulso, passando a acompanhar mais intimamente as grandes expedições que se foram realizando sobretudo no período imediatamente a seguir à Segunda Guerra Mundial. Foi o caso da incursão à Groenlândia, denominada British North Greenland Expedition, e que decorreu de 1952 a 1954, sendo apadrinhada pela então recentemente entronizada rainha Isabel II (cuja cerimónia de coroação até ocorreu precisamente durante a expedição) e também por Winston Churchill.

Na mais pura tradição britânica, integrou numerosas individualidades das áreas militar, médica e científica — que tinham como objetivo não só investigar a geologia, como registar a topografia da cúpula de gelo da Groenlândia do Norte e ainda pesquisar fenómenos sísmicos e gravitacionais. As condições eram duríssimas: temperaturas negativas e jornadas contínuas de 24 horas de escuridão total ou luz absoluta; a gestão do tempo era crucial e apenas relógios excecionais para a época poderiam sobreviver num ambiente tão hostil.

Imediatamente antes do arranque dessa expedição, a Tudor lançou em 1952 o Oyster Prince. Beneficiando dos avanços na área da estanqueidade e do mecanismo automático desenvolvidos pela sister company Rolex, era um relógio concebido para enfrentar os mais duros desafios e cada um dos 26 membros do contingente recebeu um exemplar. Precisamente 60 anos após a conclusão dessa expedição, um dos últimos sobreviventes da iniciativa encontrou o respetivo relógio na parte de trás de uma gaveta da cozinha; o seu Tudor Oyster Prince estava desaparecido há meio século e foi recuperado num ano duplamente simbólico já que, além de ser o ano em que a Tudor celebrou o 60.º aniversário, 2014 marcou também o regresso oficial da marca ao mercado britânico.

Adequadamente, tão relevante peça histórica foi doada ao museu da Tudor e a efeméride proporcionou o mote ideal para o lançamento da nova coleção North Flag por parte da Tudor na edição de 2015 de Baselworld — um modelo inspirado pela aventura e dotado do primeiro movimento de manufatura da marca que foi preparado precisamente para sobreviver às mais exigentes condições. Um relógio-instrumento, essencial, à semelhança do Oyster Prince da década de 50.

Descubra a história completa que está na base do Tudor North Flag no site da Espiral do Tempo.