Ferdinand Berthoud: uma obra-prima para começar

21/12/2015 Comentar

Karl-Friedrich Scheufele sempre foi fascinado pelos cronómetros de marinha de Ferdinand Berthoud. E decidiu recuperar o lendário relojoeiro do século XVIII ao lançar uma marca de alta-relojoaria sob o seu nome. A Espiral do Tempo esteve na inauguração oficial do atelier em Fleurier e teve a oportunidade de analisar de perto o FB1, o superlativo modelo inaugural.

A recuperação de nomes históricos da relojoaria clássica para o estabelecimento de marcas contemporâneas de relógios de pulso não é de agora – tem sido um exercício frequente não só antes como sobretudo após a crise do quartzo que afetou a indústria relojoeira suíça entre a década de 70 e a de 80. Os grandes mestres sempre fascinaram os aficionados e a ideia de não só recuperar pormenores estéticos de alguns como aproveitar detalhes técnicos de outros acaba por ser um exercício fascinante. Na segunda metade da década de 90 verificou-se a tendência de relançar nomes relevantes da cronometria britânica do século XVIII, sendo que apenas a Graham e a Arnold & Son mantêm uma posição de maior destaque no contexto atual; mais recentemente deu-se o relançamento de um nome incontornável da relojoaria continental europeia e logo através de um relógio excecional. Ferdinand Berthoud ressuscitou em 2015 através do FB1.

A ressurreição tornou-se um projeto pessoal de Karl-Friedrich Scheufele, co-presidente da Chopard e grande mentor da manufatura L.U.C que a marca genebrina tem em Fleurier. Após uma primeira divulgação da Ferdinand Berthoud em Paris, cidade onde o histórico relojoeiro suíço se radicou, Karl-Friedrich Scheufele inaugurou o atelier da sua nova manufatura de alta-relojoaria com pompa e circunstância precisamente em Fleurier, na região de Val-de-Travers de onde Ferdinand Berthoud era oriundo (nasceu em 1727 na vizinha localidade de Plancemont-sur-Couvet). O atelier fica no terceiro andar da manufatura L.U.C da Chopard, do lado oposto ao museu LUCeum (nome que resulta da contração das iniciais de Louis-Ulysse Chopard e do termo latino lyceum, local de aprendizagem) que conta no seu acervo com alguns relógios de Ferdinand Berthoud e descendentes, como o seu sobrinho Pierre-Louis e ainda Charles-Auguste – incluindo o Relógio de Marinha M.M. nº6, datado de 1777.

A Espiral do Tempo foi convidada para marcar presença na inauguração oficial do novo atelier da Ferdinand Berthoud, efetuada por Karl-Friedrich Scheufele na presença dos pais e da esposa Christine, juntamente com o Conselheiro de Estado para a economia, Jean Nathanael Karakash. E tive a oportunidade de entrevistar o patrão da marca e ouvir as suas opiniões tanto sobre o relançamento do nome Ferdinand Berthoud como sobre o primeiro modelo (em duas declinações) com tão prestigiada designação no mostrador.

Leia a reportagem completa no site da Espiral do Tempo.