Museu do Relógio: ano de maioridade

12/01/2016 Comentar
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Após aquele que porventura terá sido o seu melhor ano de sempre e no qual celebrou o vigésimo aniversário, o Museu do Relógio parte para 2016 com responsabilidades acrescidas e expectativas redobradas. Passamos em revista os eventos marcantes de 2015 e pedimos a Eugénio Tavares de Almeida, diretor e conservador da instituição, que nos falasse dos projetos que se seguem.

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Ao cumprir duas décadas de vida em 2015, já se sabia que o Museu do Relógio iria aproveitar a oportunidade para mobilizar amigos e aficionados da relojoaria – e acabou mesmo por ser um ano em grande, com dois eventos marcantes a pautarem as comemorações do aniversário, em Serpa no mês de Abril e na lisboeta Casa do Alentejo em Dezembro.

A génese do Museu do Relógio remonta a 1972, quando António Tavares d’Almeida herdou dos avós três relógios de bolso avariados. Passou então a colecionar relógios e em 1995 abriu a sua coleção ao público no Convento do Mosteirinho, na localidade de Serpa, que se tornou numa espécie de Meca para os aficionados da relojoaria – com peregrinações ao Alentejo não só para ficar a conhecer um dos poucos museus do género à escala mundial (e o único da Península Ibérica) mas também para aproveitar os deleites da gastronomia local. E desde Dezembro de 2011 que o projeto se estendeu de Serpa para Évora, com a abertura de um polo no espaço nobre do Palácio Barrocal, junto à conhecida Praça do Giraldo.

Entretanto, o fundador morreu em 2012 e foi sucedido pelo filho Eugénio Tavares d’Almeida, que desde muito jovem partilhou a mesma paixão e dedicação pelo colecionismo, investigação e restauro de relógios mecânicos – tornando-se naturalmente diretor e conservador daquele que é o único museu particular auto-sustentável em Portugal, ao sobreviver sem necessidade de qualquer apoio financeiro por parte da autarquia local ou de entidades privadas e governamentais. Nesta altura, o Museu do Relógio, entre Serpa e Évora, conta com um espólio que se vai aproximando dos 3.000 relógios mecânicos desde 1630 até aos dias de hoje.

“O Museu do Relógio nasceu da paixão de um romântico colecionador de relógios mecânicos, o meu pai. Hoje em dia é uma instituição que já abarca duas cidades e com duas décadas de vida”, diz-nos Eugénio Tavares d’Almeida. “Celebrámos o 20º aniversário com diversos eventos culturais, de solidariedade e lançamento de relógios comemorativos: em Abril, o modelo Bolso XX Anos, Edição Limitada e Numerada de 20 relógios; em Dezembro, o modelo Inverso XX, Edição Limitada e Numerada de 120 relógios. Em 2015, eu destacaria o evento dos XX Anos do Museu com tertúlias sobre colecionismo que decorreu em Serpa e reuniu mais de cem ‘Amigos do Museu’ e o Jantar Invertido, realizado na histórica Casa do Alentejo em Lisboa com perto de oitenta participações”.

Para além do seu acervo, que constitui o principal interesse da sua existência, o Museu do Relógio disponibiliza a todos os serviços dos seus mestres-relojoeiros no restauro ou reparação de qualquer instrumento do tempo através de uma Oficina de Restauro (relógios de pulso, de bolso, de sala e parede) que também tem sido solicitada por colecionadores de Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Holanda. Para se auto-financiar e promover a cultura relojoeira mecânica tornando-a acessível a todos, desde 1999 que o Museu do Relógio também desenha e produz relógios com a sua marca em parceria com manufaturas alemãs e russas – os tais relógios em edição limitada adquiríveis na Loja do Museu ou através do seu website. O mais recente a ser lançado é o Inverso XX.

Leia a reportagem completa e descubra mais imagens no site da Espiral do Tempo.