Baselworld: Bloco de Notas

21/03/2016 Comentar
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Já é possível descortinar algumas tendências e salientar vários acontecimentos que marcaram o arranque de mais uma edição do maior certame relojoeiro mundial. Aqui ficam as primeiras notas da babilónica Baselworld, com algum humor e polemica à mistura.

 

 

 

Tendo tido finalmente a possibilidade de parar um pouco e escrever uma primeira abordagem àquela que, historicamente, até poderá ser considerada a 100ª edição, é possível descortinar algumas histórias e vários destaques na Baselworld 2016 – mas com a noção de que apenas 30 por cento do que verdadeiramente interessa foi visto. O que torna simultaneamente os próximos quatro dias tão estimulantes quão antecipadamente extenuantes. No meio de quatro mil jornalistas de todo o mundo incluídos num total de 150 mil profissionais (que engloba também as marcas, representantes, distribuidores, clientes) de mais de 100 países que sobrelotam Basileia em geral e os 141 mil metros quadrados da feira em particular. Só as empresas do ramo relojoeiro e joalheiro, e todas as indústrias relacionadas, são 1.500. E, na conferência de imprensa oficial que acompanhou a abertura das portas na última quarta-feira, foi sublinhado o facto que a primeira edição do evento (apelidada de MuBa: Mustermesse Basel) remonta a 1917 – então com apenas 29 marcas suíças, contra as cerca de 1500 internacionais e mais de três centenas helvéticas que se exibem este ano.

Nessa conferencia também foi referido que, perante a recessão quase planetária, a descida nas exportações dos relógios feitos na Suíça não foi tão grave como seria de esperar (apenas menos 3,3%), comparando 2015 a 2014. E, num plano mais conjuntural, foi quase irrelevante: é que foi afirmado que, em cinco anos, as exportações de relojoaria suíça haviam crescido 60 por cento relativamente aos valores de 2010. Números que parecem muito (demasiado?) positivos – para afugentar arautos da desgraça que têm exorbitado a ameaça dos chamados smartwatches ou para dar confiança ao mercado? Mas, na relojoaria tradicional, não são os números que geram emoções nos aficionados. São os relógios propriamente ditos. E mais vale a pena passar a falar deles do que na economia que os rodeia. Aqui ficam algumas tendências.

Leia o texto completo no site da Espiral do Tempo.