Baselworld 2016: as novidades da coroa

24/03/2016 Comentar

É inevitável: mal se abrem as portas de cada edição de Baselworld e o primeiro stand a que os visitantes acorrem é o da Rolex. Neste ano, as principais novidades da marca da coroa não foram estruturais e tiveram sobretudo a ver com a afinação de ícones incontornáveis da sua história, com o celebrado Daytona claramente à cabeça – ao passo que o modelo novo propriamente dito foi claramente o mais polarizante…


A Rolex mantém-se como um nome à parte no universo da relojoaria mecânica e continua a ser uma das marcas mais reconhecidas em todo o mundo – pelo que qualquer alteração na sua coleção é escrutinada como em mais nenhuma. E, em Baselworld, o primeiro stand onde a maioria dos visitantes vai logo que entra no pavilhão principal (o Hall 1.0) é precisamente o da Rolex. Sim, logo à entrada estão os stands da TAG Heuer e da Zenith à direita, e os da Bvlgari e da Hublot à esquerda; mas o da Rolex, de aparência menos fortificada do que antigamente, é uma espécie de meca que suscita peregrinação – até porque as novidades que apresenta anualmente em Baselworld são sempre rodeadas de um segredo inviolável.

Por vezes o segredo é bem trabalhado. Este ano, com a adesão da marca genebrina às redes sociais (já estava no Facebook há algum tempo; arrancou com o Instagram no final de 2015), já se sabia que haveria novidades relacionadas com o Oyster Perpetual Cosmograph Daytona devido a vários teasers publicados e também à frequente recordação da história do histórico cronógrafo. Os indícios confirmaram-se com a apresentação de um novo modelo em aço – nas tradicionais duas variantes de mostrador branco ou preto – que mantém a arquitetura da caixa e o tamanho, mas com uma espetacular luneta negra em Cerachrom com graduação fina de extraordinária precisão graças a um revestimento em platina através do procedimento PVD que torna extremamente legível a sua graduação (a escala taquimétrica que permite medir velocidades médias até 400 milhas ou quilómetros por hora).

A luneta em cerâmica monobloco é extremamente durável e resistente tanto aos raios UV como à corrosão. A opção pelo negro dá uma aura estética completamente diferente ao visual que o Daytona tradicional em aço vinha apresentando nas últimas duas décadas. Os diversos toques no grafismo do mostrador incluem, na versão de mostrador branco lacado, anéis pretos nos submostradores que oferecem ao conjunto um toque mais vintage, mais reminiscente do Daytona original de 1965 (ref. 6240) e de uma famosa versão posterior (ref 6263); o mostrador preto apresenta anéis acizentados. Todas as aplicações são em ouro com a inclusão de matéria luminescente Chromalight.

Leia o texto completo no site da Espiral do Tempo.