Chronofighter: década e meia a puxar o gatilho

07/04/2016 Comentar
DN_Chronofigher

Não havia que enganar: à chegada ao tradicional espaço da Graham em Basileia, o Chronofighter assumia claro favoritismo. A celebrar 15 anos com o seu caraterístico gatilho de acionamento do cronógrafo, o ícone da marca surgiu declinado em novas versões extremamente apelativas e de contornos retro. Mas também houve outras novidades.

 

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Pelo oitavo ano consecutivo, Éric Loth optou por não exibir a sua marca Graham no recinto oficial de Baselworld e manteve o seu já tradicional quartel-geral durante a feira no restaurante Minamoto, localizado em frente à velhinha estação Badischer Banhof e convenientemente transformado para a ocasião. E, para a edição de 2016, tornava-se óbvia logo no exterior qual a temática preferencial: o 15º aniversário do Chronofighter, celebrado com a estreia de quatro novos modelos que receberam a designação Vintage.

O Chronofighter é um dos relógios mais inconfundíveis no universo relojoeiro do novo milénio – graças à emblemática e protuberante alavanca destinada a despoletar as funções cronográficas que o torna tão original quão polarizante. Sim, porque é um autêntico instrumento do tempo que não deixa ninguém indiferente; ou se ama, ou se detesta… mas muitos que o detestam à primeira vista acabam seduzidos pelo seu singular carisma, até porque se trata de um relógio que precisa de ser compreendido à luz de uma certa perspetiva histórica.

As suas origens remontam aos instrumentos de precisão presos à perna ou por cima do blusão dos navegadores dos aviões da Segunda Guerra Mundial que, através de uma alavanca semelhante, acionavam o cronógrafo para medir o tempo entre a largada da bomba e a deflagração no solo. A dimensão do gatilho tornava a execução mais fácil por parte de quem estava obrigado a usar luvas e a permanecer encasacado face às baixas temperaturas que se faziam sentir nas alturas e dentro das aeronaves da época.

Transferido o conceito para um relógio de pulso, o sistema de alavanca e o seu posicionamento à esquerda da caixa foram estudados para aproveitar ao máximo a ação do dedo polegar – considerado o mais rápido de todos os dedos da mão. E a precisão na cronometragem exige um acionamento rápido para evitar qualquer décalage relativamente ao início do evento que está a ser medido. O nome de batismo Chronofighter é forte e combina muito bem a característica cronográfica com a histórica inspiração militar. O seu surpreendente perfil logo chamou as atenções, recebendo mesmo o cognome de ‘Granada’ em terras italianas.

Numa coleção dominada por cronógrafos (afinal de contas, o mestre britânico George Graham é considerado um precursor do cronógrafo), o Chronofighter ocupou imediatamente um lugar de primazia. O facto de aliar força histórica à inovação técnico-estética transformou-o instantaneamente no ex-libris da marca: a configuração da pujante caixa sobredimensionada era surpreendente para a altura, com a coroa à esquerda e correspondente alavanca optimizadora das funções cronográficas, para além de um botão assimétrico que recoloca o ponteiro a zero. Não tardou que os então ‘enormes’ 43 mm de diâmetro se tornassem ‘normais’ a meio da década passada, quando a tendência era para relógios ainda maiores. Éric Loth aproveitou a vaga e transformou o Chronofighter numa linha cheia de variantes, várias delas de considerável tamanho.

Leia o texto completo no site da Espiral do Tempo.