Tempo e narrativa

10/05/2016 Comentar

Mostradores que evocam viagens históricas, caixas que replicam texturas de paragens exóticas e fundos que relatam façanhas exploratórias ou que retratam protagonistas da conquista. Os métiers d’art transformam alguns relógios em verdadeiros livros de aventuras. Neles, os grandes feitos ganham uma nova vida e as histórias que narram transformam-se em arte.

A relojoaria sempre se associou à arte para ganhar uma dimensão estética suplementar — desde os tempos dos relógios de mesa e de bolso até aos primórdios dos modelos de pulso. E, porque os feitos dos grandes exploradores e conquistadores sempre capturaram o imaginário dos aficionados e dos artistas, tem havido relógios ao longo da história da relojoaria que se destacaram por desenvolverem essa temática tão fascinante. Com o ressuscitar dos mesteres decorativos por parte de várias marcas tradicionais ao longo da última década, abriu-se novamente uma janela no tempo para feitos considerados épicos ou personalidades que deram novos mundos ao mundo.

Um dos modelos mais representativos dessa perspetiva relojoeira na atualidade é o recentemente apresentado Academy Christophe Colomb Hurricane Grand Voyage II — a segunda obra-prima dedicada pela Zenith a Cristóvão Colombo, após uma primeira, lançada em 2013. Um módulo Gravity Control e um mecanismo de força constante através de um sistema fusée-chaine são apontados como as grandes complexidades técnicas devidamente destacadas no mostrador, mas o contrapeso do módulo Gravity Control mostra uma microrréplica pintada do hemisfério sul como aperitivo para o resto do que o relógio tem para contar: o verso oferece uma impressionante combinação de cores e de gravuras que evocam o episódio da descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492. Fixa ao movimento através de um sistema de apliques em ouro, a representação artística apresenta em primeiro plano o lendário explorador a segurar a bandeira da monarquia espanhola e o enquadramento é enriquecido por palmeiras, pela representação de dois indígenas que seguram frutas em jeito de oferta e por um papagaio de asas abertas. Ao fundo, descobrem-se os três navios da expedição: o Pinta, o Niña e o Santa Maria a navegarem em águas azuis sob um céu especialmente luminoso. Todo o conjunto é emoldurado pela caixa em ouro rosa na qual se destaca o número equivalente de uma edição limitada a dez exemplares.

Leia o texto completo no site da Espiral do Tempo.