Linha Vanguard: a evolução do vanguardismo

14/06/2016 Comentar
FM_Vanguard

A Franck Muller lançou-se numa vertente mais moderna e urbana ao lançar a linha Vanguard para complementar a sua coleção. Três anos depois, o tremendo sucesso verificado fez com que a Franck Muller alargasse o conceito com novas formas, novas cores, novas matérias e novas complicações — e também interessantes versões especiais particularmente estilizadas ou associadas ao desporto.

A edição deste ano da World Presentation of Haute Horlogerie, tradicionalmente organizada em janeiro pelo Grupo Franck Muller no seu quartel-general de Genthod, foi muito dominada pelo vanguardismo — não porque a Franck Muller sucumbiu à febre da Guerra das Estrelas ou decidiu saltar para o terceiro milénio, mas porque nas salas de exibição do palacete neogótico que serve de edifício principal a Watchland se notou uma clara omnipresença do conceito Vanguard. Subitamente, a filosofia que esteve por trás do lançamento da linha Vanguard em 2013 alargou-se de maneira a desmultiplicar-se numa plêiade de novos modelos caraterizados por grande arrojo técnico e estético.

O advento do Vanguard não esteve propriamente associado a uma adaptação do traçado clássico tão caraterístico da Franck Muller e que vem sendo simbolizado pelo formato Cintrée Curvex desde a fundação da marca no início dos anos 90. Foi mais uma reinterpretação desses códigos estéticos num relógio estruturalmente diferente no design e na conceção que pudesse personificar o lado mais avant-gardedos ateliers criativos de Watchland perante um novo tipo de consumidor moderno, com gostos mais urbanos associados a tons escuros e a materiais inovadores.

Os primeiros modelos Vanguard redistribuíam as voluptuosas formas curvas do Cintrée Curvex num perfil mais depurado. A arquitetura da caixa baseou-se numa construção do tipo sandwich, ostentando uma ranhura lateral que separa a parte superior do fundo. Os tradicionais algarismos da Franck Muller também foram completamente redesenhados e ganharam relevo, sendo aplicados à mão e oferecendo uma maior noção de tridimensionalidade. A abolição das tradicionais asas que prendem a correia possibilitou um produto final mais integrado, sendo que a bracelete mais parece um prolongamento do relógio e é concebida a partir de uma resistente base em cauchu com inserção/aplicação em pele.

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