Água à vista

21/07/2016 Comentar
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Num país virado para o oceano e cuja história assenta em proezas ultramarinas, os meses de verão assistem a um assalto à orla marítima e à proliferação de atividades náuticas. Mas quais os relógios a utilizar na praia, no barco, na marina, no mar ou debaixo dele? A água, os mares e os oceanos permanecem uma inesgotável fonte de inspiração técnica e estilística para a relojoaria mecânica tradicional.

Com o período estival em curso e as férias à vista, qual o relógio mais adequado para a estação? Qualquer um que esteja relacionado com o mar. E se Portugal deu novos mundos ao mundo através da via marítima, foi sob o signo dos oceanos que se abriram novos horizontes ao universo relojoeiro: a resolução do problema da estanqueidade foi fundamental, e tanto as soluções técnicas como as opções estéticas inerentes aos relógios de mergulho ou de influência náutica contribuíram para o desenvolvimento intrínseco da relojoaria mecânica.

O cálculo da longitude que tornou mais segura a navegação em mar alto só se tornou possível graças ao aperfeiçoamento dos cronómetros de marinha dos séculos XVII e XVIII. A passagem dos relógios de médio porte para os relógios de bolso no século XIX (a primeira patente de estanqueidade foi obtida pelo francês Henry Guye para um relógio de bolso em 1897) e a posterior transição dos relógios do bolso para o pulso no século XX ajudaram a estabelecer uma nova era em que o tempo passou a ser portátil e pessoal, fomentando novas exigências (algumas delas estabelecidas em cadernos de encargos das diferentes marinhas nacionais). Ao mesmo tempo, as fronteiras do Planeta expandiam-se com a exploração dos picos mais altos e das fossas mais profundas, sempre na companhia de relógios que se desejavam o mais fiáveis possível. Qualquer relógio de pulso que se prezasse tinha obrigatoriamente de apresentar duas qualidades incontornáveis: ser preciso e ser estanque.

As expedições científicas e as operações profissionais/militares em situações extremas requereram grandes desenvolvimentos na inviolabilidade das caixas dos relógios, mas também toda a atividade desportiva relacionada com a água criou um tipo de necessidade semelhante. Houve marcas cujo aparecimento esteve diretamente relacionado com o mar ou o mergulho e,  hoje em dia, praticamente todas as grandes companhias relojoeiras incluem no seu catálogo modelos inspirados pelos mares, pelas atividades náuticas ou por estâncias costeiras — e muitos desses modelos estão entre os mais emblemáticos da história da relojoaria de pulso.

Entre a enorme variedade existente, que categorias dominantes se podem determinar? Talvez seja possível definir seis categorias de relógios do género: de mergulho casual/desportivo, de mergulho profissional/militar, de lenda, de regata, de lazer e de estilo. Em comum: a inspiração marítima e uma impermeabilidade que pode ir dos 50 aos 10.000 metros.

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