85 anos Reverso: geometria descritiva

07/12/2016 Comentar
85 anos Jaeger-LeCoultre Reverso

Qual é o reverso da medalha para um ícone a caminho de ser nonagenário? A permanente renovação e a constante melhoria que tanto contribuíram para o seu estatuto intemporal. No 85.º aniversário do Reverso, a Jaeger-LeCoultre reorganizou a coleção dedicada ao lendário modelo geométrico de caixa reversível, e fomos à sede da Manufatura analisar de que maneira passou esta a estar estruturada.

A história da relojoaria está pejada de modelos que foram transportados para a lenda devido ao seu design, à sua personalidade e também à própria marca que os idealizou — um conjunto de fatores tangíveis e intangíveis por vezes difícil de explicar, mas que se pode traduzir, em última instância, num termo singular: carisma. E o grande desiderato de qualquer companhia relojoeira que se preze é precisamente conceber relógios que consigam capturar o imaginário dos aficionados e ultrapassem o teste do tempo para se tornarem ícones reconhecíveis em qualquer pulso.

Ao cabo de um século de relojoaria portátil e com tantas manufaturas a concorrerem entre si, há muitos ícones representativos do que melhor se fez e se faz no setor aos mais diversos níveis — mas no patamar mais elevado não há tantos modelos lendários como isso. E o Reverso é seguramente um deles. Pela ideia (tida por um oficial britânico que jogava polo na Índia e queria proteger o vidro do relógio), pelo conceito (desenvolvido consecutivamente por César de Trey, Jacques-David LeCoultre, Edmond Jaeger e Alfred Chavot), pela estética (influenciada pela corrente art déco), pela autoria (a Jaeger-LeCoultre), pela longevidade (desde 1931), pela redenção (após a crise do quartzo nos anos 70, foi o distribuidor italiano Giorgio Corvo que não o deixou ‘morrer’), pela capacidade de ser interpretado e reinterpretado sem nunca perder a sua essência desde que a patente 712.868 de 4 de março de 1931 registou «uma caixa de aço inoxidável, suscetível de deslizar no seu suporte e poder dar a volta completamente sobre si mesma».

No ano do 85.º aniversário do Reverso, a Jaeger-LeCoultre resolveu aparar as ramificações contemporâneas da rica árvore genealógica do modelo para as tornar mais percetíveis no âmbito de uma coleção que se tornou eclética ao longo dos últimos 25 anos — tanto no plano estético, como no da complexidade mecânica. Passa a haver o Reverso Classic para homem e senhora, que inclui versões automáticas e abarca as novas versões Louboutin nos modelos Duoface e Duetto; o Reverso Tribute, que mergulha nas suas raízes históricas e também inclui os excelentes Duoface, Calendar e Gyrotourbillon; e o Reverso One exclusivamente de senhora com a sua forma alongada. Para uma melhor explanação do mito reversível e do modo como o Reverso passa a estar declinado, consultámos Janek Deleskiewicz, diretor artístico da marca, e Stéphane Belmont, o diretor de criação e marketing que praticamente nasceu no seio da manufatura por ser filho do antigo presidente, Henry-John Belmont.

Reportagem completa e mais imagens no site da Espiral do Tempo